O DIABO virou-se pra Deus e disse: "Deus, preciso do seu consentimento para cobrar uma dívida.". Isso porque nada acontece sem o consentimento Dele. E Deus, já ciente do que se tratava, bem como de todas as coisas, disse: "Consinto. Vou ditar a hora certa para isso: O Sérgio Cabral me pediu hoje proteção para uma viagem de helicóptero que vai fazer. Vai uma viagem de ida, com ele, depois o helicóptero volta e busca o filho com a namorada. Tu podes derrubar o helicóptero na ida, e assim a alma que o Cabral te vendeu estará paga e a dívida liquidada."
ACONTECE que Sérgio Cabral, já imaginando movimentos escusos de seu contratante, fez que ia e não foi. Pôs a namorada do filho no seu lugar no helicóptero. O diabo então, não percebendo que tinha sido enganado, derruba o helicóptero sem o Cabral dentro. Volta o diabo para Deus: "Senhor, imagino que aquele desgraçado tenha conseguido me enganar. Derrubei o helicóptero errado, e peço consentimento para derrubar o outro e assim reparar meu erro." Disse Deus: "Indefiro, Lúcifer. Como diz o professor Sérvio Túlio 'o Direito não protege o bobo', e tu, meu filho desgarrado, fostes bobo; Incorrestes em ERRO, e portanto não podes ajuizar ação reparatória ou anulação do negócio."
O DIABO entrou com recurso com espeque no artigo 145 do código civil brasileiro, já que Deus é brasileiro, dizendo que Sérgio Cabral agiu de má-fé maculando o negócio jurídico com DOLO. Deus, sempre justo, também baseado no Direito brasileiro, deixou a ação em andamento. A conhecida morosidade do nosso Direito foi o que salvou o segundo helicóptero.
